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Gigaliners crescem em comprimento e peso: Governo abre porta a supercamiões de 32 metros

Publicada em: 24/01/2026 11:10 -

 

 

Os chamados gigaliners, ou supercamiões, preparam-se para ganhar novas dimensões nas estradas nacionais. O Governo vai avançar com uma revisão ao regime dos veículos euro-modulares, permitindo a circulação de veículos mais compridos e mais pesados, seguindo o modelo já adotado em Espanha, onde são designados de duo-trailers.

 

Segundo o Plano de Mobilidade 2.0, aprovado em Conselho de Ministros, a legislação passará a prever o alargamento dos atuais limites máximos de comprimento e de peso. Na prática, estes veículos poderão crescer quase sete metros face às dimensões atuais, atingindo os 32 metros de comprimento, o equivalente a cerca de dois automóveis ligeiros.

 

Atualmente limitados a 25,25 metros e 60 toneladas, os supercamiões passarão a poder operar com um peso máximo de 72 toneladas. Trata-se de veículos já utilizados por várias empresas em Portugal, como a Altri, no transporte de madeira, ou a Autoeuropa, para o escoamento da produção automóvel a partir de Palmela.

 

A revisão do regime legal introduz ainda a possibilidade de os gigaliners realizarem transporte de matérias perigosas, incluindo combustíveis, embora apenas em percursos previamente definidos. Um dos exemplos apontados pelo Executivo é o abastecimento do Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa.

 

O ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, sublinhou que o aeroporto da capital, ao contrário do futuro Aeroporto Luís Vaz de Camões, não dispõe de pipeline para combustíveis, sendo atualmente abastecido por cerca de 44 mil viagens por ano. Com a utilização de supercamiões, esse número poderá ser reduzido para aproximadamente 22 mil, aliviando uma infraestrutura que terá de continuar em funcionamento durante mais uma década.

 

Harmonização com Espanha e ganhos de eficiência

 

O Governo justifica estas alterações com a necessidade de aumentar a eficiência económica e ambiental do transporte rodoviário pesado. A redução do número de viagens necessárias para o mesmo volume de carga permitirá diminuir custos operacionais e reduzir emissões poluentes, nomeadamente através de um menor consumo de combustível.

 

Outro objetivo passa por harmonizar o enquadramento legal português com o espanhol, eliminando limitações à circulação de gigaliners entre os dois países e evitando situações de desvantagem competitiva tanto para operadores nacionais como ibéricos.

 

Fonte:Novidades Pesadas& Comerciais

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