Espanha está no centro de uma nova polémica explosiva após assinar um acordo para importar camionistas turcos em larga escala, numa tentativa de tapar a grave falta de motoristas no país.
O plano prevê a entrada de 40 a 80 condutores turcos por semana, recrutados através de um sistema acelerado de seleção, formação linguística e certificação profissional. Para muitos críticos, trata-se de uma solução rápida que evita enfrentar o verdadeiro problema: o abandono dos camionistas espanhóis.
Enquanto motoristas locais reclamam salários baixos, más condições e falta de respeito pela profissão, as empresas optam por recrutar mão de obra estrangeira mais barata e mais vulnerável. A crise económica na Turquia — onde um camionista ganha menos de 1.000 euros por mês — está a ser explorada como porta de entrada para um modelo que muitos consideram exploração moderna.
A reação em Espanha está longe de ser consensual. Há quem acuse o governo e as transportadoras de trair os trabalhadores nacionais, ignorar os jovens e desvalorizar ainda mais uma profissão já em declínio. Os números reforçam o alarme: apenas 3% dos camionistas espanhóis têm menos de 25 anos, e o país surge no fundo do ranking europeu em atratividade da profissão.
Sindicatos e profissionais alertam para o risco de dumping salarial, pressão sobre condições de trabalho e aumento da precariedade, enquanto defensores do acordo dizem que se trata de uma necessidade económica inevitável.
🚨 Solução para a crise ou substituição silenciosa da mão de obra local?
🚛 Reforço do setor ou corrida para o fundo?
