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NOVA ESTRATÉGIA DE SEGURANÇA RODOVIÁRIA PROPÕE LIMITES MAIS BAIXOS E REFORÇO DE MEIOS DE SOCORRO

Publicada em: 20/06/2026 15:08 -

 

 

 A Estratégia Nacional de Segurança Rodoviária – Visão Zero 2030, já em fase de consulta pública, avança com um conjunto de medidas que visam reduzir drasticamente o número de acidentes, feridos e mortes nas estradas portuguesas, através de regras mais rigorosas e de uma melhor preparação das equipas de emergência.

 

NOVOS LIMITES DE VELOCIDADE PROPOSTOS 

 

Um dos pontos centrais do documento é a revisão dos limites máximos de velocidade:

 

- Nas vias com dois sentidos de circulação e sem separador central, a velocidade máxima recomendada não deverá ultrapassar os 70 km/h, uma medida destinada a reduzir o risco de colisões frontais;

- Em zonas onde coexistam veículos motorizados e peões — como acessos a localidades, zonas escolares e ruas comerciais — o limite deverá ser reduzido para 30 km/h, de forma a proteger os utilizadores mais vulneráveis da via pública.

 

FORMAÇÃO E CAPACIDADE DE RESPOSTA 

 

Além das alterações às regras de circulação, a estratégia prevê também o investimento na preparação das equipas de intervenção. Está prevista a realização de treinos específicos para as equipas médicas de emergência pré‑hospitalar, bem como para as equipas de salvamento e desencarceramento, de modo a garantir uma resposta mais rápida e eficaz quando ocorrem acidentes com vítimas.

 

OBJETIVO: ELIMINAR AS MORTES NA ESTRADA 

 

A designação Visão Zero 2030 reflete o compromisso de adotar uma abordagem segundo a qual nenhuma perda de vidas humanas ou ferimentos graves nas vias públicas são aceitáveis. As medidas agora apresentadas estão em consulta pública, para recolha de contributos de cidadãos, associações e entidades, antes da sua aprovação final e entrada em vigor.

 

As autoridades lembram que estas propostas surgem num contexto de aumento da sinistralidade rodoviária, com o número de mortes a registar um crescimento de cerca de 25% nos primeiros meses deste ano, comparativamente ao mesmo período de 2025.

 

 

 

Fonte:JN 

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