Um camionista encontra-se há 12 dias parado numa área de serviço junto à autoestrada A1, nas proximidades de Deurningen, nos Países Baixos, alegando não ter recebido o salário devido pela entidade empregadora.
“Sinto-me mal, é como se estivesse na prisão”), afirmou o motorista. O profissional relata estar a viver dentro do camião, sem aquecimento e sem perspetivas claras de resolução do conflito laboral.
Segundo a publicação, o trabalhador decidiu avançar para uma greve individual como forma de protesto, recusando retomar a atividade até que a situação salarial seja regularizada. O caso está a gerar indignação nas redes sociais e entre colegas de profissão, que denunciam situações semelhantes no setor do transporte internacional.
A permanência prolongada numa área de serviço, sobretudo em pleno inverno, levanta preocupações quanto às condições de saúde e segurança do motorista. Organizações sindicais e associações do setor defendem uma intervenção célere das autoridades competentes para averiguar o cumprimento das obrigações laborais por parte da empresa envolvida.
O caso volta a colocar em evidência os desafios enfrentados por muitos profissionais do transporte rodoviário internacional, nomeadamente atrasos salariais, longos períodos longe de casa e condições de trabalho exigentes.
Fonte:Diário De Transporte
