O corte de trânsito na autoestrada 14 (A14) entre a Figueira da Foz e Montemor-o-Velho irá manter-se, por tempo indeterminado, devido a novo alagamento do pavimento na noite passada, disse à Lusa fonte oficial da Brisa.
Em informação prestada pelas 11:00 de hoje, a mesma fonte explicou que esta noite a água subiu nos terrenos adjacentes àquela via, entre os quilómetros (km) 8 e 9, e entrou no asfalto, levando à manutenção da interrupção da circulação nos dois sentidos, decidida ao início da madrugada de terça-feira.
Em imagens a que a Lusa teve acesso, captadas entre as 09:48 e as 10:00 de hoje, é possível ver a água a passar por debaixo das guardas de proteção, no sentido Figueira da Foz – Montemor-o-Velho e invadir o asfalto, numa zona de terrenos agrícolas entre a ponte da A17 sobre o rio Mondego e as comportas do Foja, na freguesia de Maiorca.
Esta é sensivelmente a mesma zona onde a A14 (então IP3) esteve cortada vários dias, também devido à subida das águas, nas grandes cheias de janeiro de 2001, há 25 anos.
Na altura, a água provocou diversos danos no asfalto, levando ao condicionamento da circulação no local a apenas uma via durante vários meses.
Segundo a Brisa, na A14 mantém-se o corte de plena via (nos dois sentidos) entre o nó de Montemor-o-Velho e o nó da A17 no sentido Coimbra – Figueira da Foz e, no sentido contrário, entre o nó da A17 e o nó de Santa Eulália, de acesso à antiga estrada nacional (EN) 111.
A EN 111 está cortada ao trânsito, há vários dias, no troço das Pontes de Maiorca, também devido a alagamento junto ao nó da A14, impedindo que aquela via possa ser uma alternativa total à autoestrada.
No nó de Santa Eulália, só é possível entrar da EN 111 para a A14, para nordeste, em direção a Coimbra, mas não seguir para a Figueira da Foz pela antiga estrada nacional, nem para a povoação de Ereira, pela municipal 601.
A alternativa local para circular entre a Figueira da Foz e Montemor-o-Velho (e vice-versa) passa pela EN 111 até à vila de Maiorca, seguindo depois para norte pela municipal 581 por Santo Amaro da Boiça até ao cruzamento de Santana.
Daí o percurso segue pela EN 347 (em direção a Gatões) até ao cruzamento com a EN 111 em Quinhendros, onde se retoma aquela estrada nacional, já no município de Montemor-o-Velho.
No entanto, os cerca de 12 km alternativos em cada sentido apresentam duas condicionantes: a subida das águas ameaça cortar a EN 347 no troço entre o cruzamento de Gatões e o cruzamento de Santana e, entre este ponto e Santo Amaro da Boiça, na municipal 581, há um local com grades de proteção, mal sinalizadas, na faixa de rodagem (também devido a alagamento), obrigando a circulação alternada.
Este percurso, efetuado pela Lusa na manhã de terça-feira, apresentava alguma acumulação de trânsito na passagem pelas aldeias, já com filas de centenas de metros, nomeadamente devido à circulação de veículos pesados.
Entretanto, a Junta de Freguesia de Maiorca emitiu um aviso de “aumento significativo do fluxo de trânsito” nas estradas da freguesia, apelando à circulação “com especial atenção”, ao cumprimento dos limites de velocidade e a “cuidados redobrados” junto a zonas habitacionais e pedonais.
Fonte:Notícias De Coimbra
