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Governo vai isentar zonas afetadas de portagens durante uma semana

Publicada em: 03/02/2026 15:39 -

O primeiro-ministro anunciou hoje que o Governo vai isentar de portagens durante uma semana as zonas afetadas pela depressão Kristin, no perímetro que abrangerá trechos da A8, A17, A14 e A19.

 

A isenção começará à meia-noite e vai estender-se por uma semana, anunciou Luís Montenegro, durante uma visita a uma empresa de Pombal.

 

Questionado se já existe alguma decisão do Governo sobre a isenção de portagens, uma reivindicação de vários autarcas, o primeiro-ministro respondeu que o executivo estava precisamente “a finalizar essa decisão”.

 

“Entrará em vigor à meia-noite do dia de hoje um período de isenção de portagens até à meia-noite de hoje a oito dias. Precisamente para ajudar a todas as movimentações mais urgentes e emergentes num perímetro, que será público, mas que envolverá a A8, a A17, a A14 e a A19 e que visará naturalmente os percursos dentro da área afetada”, explicou.

 

Numa nota, o MIH indicou que decidiu isentar todo o tráfego que tenha origem ou destino na autoestrada 8 (A8), entre o nó de Valado de Frades e o nó de Leiria Nascente, na A17, entre o nó da A8 e o nó de Mira, na A14, entre Santa Eulália e o Nó de Ançã, e na A19, entre o Nó de Azoia e o Nó de São Jorge.

 

Na segunda-feira, o presidente da Câmara Municipal da Marinha Grande, Paulo Vicente, reivindicou a isenção imediata do pagamento de portagens no troço da autoestrada 8 (A8) que serve o concelho, entre a Marinha Grande e Leiria.

 

No mesmo sentido, a Câmara de Montemor-o-Velho pediu a suspensão temporária do pagamento de portagens na Autoestrada 14 (A14), enquanto se mantiverem os condicionamentos em várias estradas do concelho, na sequência da depressão Kristin.

 

Dez pessoas morreram desde a semana passada na sequência do mau tempo. A Proteção Civil contabilizou cinco mortes diretamente associadas à passagem da depressão Kristin e a Câmara da Marinha Grande anunciou uma outra vítima mortal, a que se somaram depois quatro óbitos registados por quedas de telhados (durante reparações) ou intoxicação com origem num gerador.

 

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, quedas de árvores e de estruturas, cortes ou condicionamentos de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, o fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal, que provocou algumas centenas de feridos e desalojados.

 

Fonte:Diário As Beiras 

 

Leiria, Coimbra e Santarém são os distritos com mais estragos.

 

O Governo decretou situação de calamidade até ao próximo domingo para 69 concelhos e anunciou um pacote de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

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