A crescente ocorrência de ataques a camionistas em bloqueios e zonas de risco no estrangeiro está a levar o setor dos transportes rodoviários a olhar para tendências internacionais como forma de reforçar a segurança dos profissionais. Especialistas e associações defendem que é necessário aprender com medidas já aplicadas noutros países para prevenir agressões, roubos de carga e situações de intimidação.
De acordo com vários condutores e transportistas, existe falta de informação detalhada sobre a forma como ocorrem os ataques durante protestos, bloqueios de estradas ou paragens forçadas. Muitos profissionais consideram que esta ausência de dados dificulta a preparação adequada antes de atravessar determinados territórios.
Entre as soluções adotadas noutros países destacam-se a criação de corredores seguros, parques de estacionamento vigiados, sistemas de alerta em tempo real e maior cooperação entre autoridades policiais e empresas de transporte. Algumas iniciativas incluem ainda formação específica para motoristas que realizam rotas internacionais, com foco na prevenção de riscos e na atuação em situações de emergência.
O setor sublinha que a proteção dos camionistas é essencial não apenas para a segurança dos trabalhadores, mas também para garantir o normal funcionamento das cadeias de abastecimento. A partilha de informação e a adaptação de boas práticas internacionais são vistas como passos fundamentais para reduzir a vulnerabilidade dos condutores em contexto internacional.
Fonte:Diário de Transporte
