Estradas de sabão: prepare-se para conduzir na chuva
12/09/2021 00:13 em Novidades

 

Depois de muitos meses a conduzir com sol e piso seco, as mudanças súbitas de condições climatéricas trazem riscos acrescidos para a condução. Estradas escorregadias como sabão e bancos de nevoeiro imprevistos são ‘armadilhas’ que tem de saber evitar.

Setembro, o mês das estradas de sabão. O perigo chega com as primeiras chuvas, que não limpam na totalidade a mistura de óleos, borracha e a sujidade que se acumulou sobre o asfalto nos meses quentes. E o que fazem é transformar as nossas estradas em verdadeiras pistas “ensaboadas”. Para que não fique a “patinar”, é importante mudar o chip, adequar o estilo de condução.

De pouco servem os pneus novos, amortecedores e travões em bom estado e todos os sistemas eletrónicos de segurança, se não adotar hábitos de condução defensiva. Quando o piso se cobre da fina camada oleosa basta uma manobra ou travagem mais bruscas para o condutor perde facilmente o controlo do automóvel. Com nevoeiro, pior: limitados pela falta de visibilidade, a distância de imobilização aumenta significativamente.

A velocidade considerada segura torna-se subjetiva, variando segundo a visibilidade e a aderência, mas com nevoeiro muito denso é recomendável ter um ponto de referência. Evite ligar os máximos com nevoeiro, fazer desvios repentinos de trajetória e travagens mais fortes. Mantenha a faixa de rodagem, guiando-se pelas marcas delimitadoras no piso e aumente a distância para o veículo que siga à frente.

Com o piso escorregadio deve evitar ao máximo as ultrapassagens. No entanto, não é obrigado a manter-se atrás de um veículo mais lento se tiver condições ótimas para efetuar a manobra. Avalie o momento e o local para a ultrapassagem.

No cruzamento com outros carros, pode saltar água suja para o para-brisas, provocando a perda de visibilidade.

Não ande às cegas!

Não espere que sejam as primeiras chuvas de outono a limpar o para-brisas do seu carro. Muito menos o tente fazer em andamento! Não espere que o vidro esteja totalmente coberto de água para acionar as escovas, perceba que veículo que circula à velocidade de 80 km/h percorre 22 metros em cada segundo. Em apenas três segundos sem ligar as escovas, acelerou 66 metros às cegas.

Faróis

À chuva, circule sempre com os faróis médios acesos, confirmando que o sistema de iluminação do seu automóvel está a funcionar de forma impecável e sem falhas. Uma luz fundida provoca uma difusão irregular da luz, fenómeno que é mais notado e perigoso quando conduzimos à chuva ou com nevoeiro. Note ainda que as estradas molhadas refletem mais a luz dos faróis dos veículos que circulam em sentido contrário.

Embaciamento

Não tente limpar ou desembaciar os vidros em andamento, pois basta ter uma mão ocupada para deixar de conseguir efetuar qualquer manobra de emergência. Para evitar que os vidros embaciem, abra ligeiramente os vidros laterais da viatura. Se a chuvada é demasiado forte, utilize um lenço de papel embebido em líquido anti-embaciador. Se o seu automóvel dispõe de ar condicionado, este não será um problema: selecione uma temperatura amena.

Nas grandes chuvadas, quando a estrada já se encontra coberta de água há o perigo de aquaplaning, que acontece quando o volume de água que se acumula à frente dos pneus é superior à sua capacidade de drenagem. Faz com que o automóvel se eleve em relação ao piso e deslize sobre uma camada de água entre os pneus e a estrada. O condutor pode deixar de ser capaz de controlar a direção e há risco de derrapagem, que poderá ocorrer até em linha reta.

Previne-se reduzindo a velocidade (tente conduzir nos rastos dos pneus dos automóveis que seguem à sua frente), os pneus devem estar em bom estado (devem cumprir a altura mínima dos sulcos, que é de 1,6 mm, pois é através destes sulcos que os pneus estão preparados para drenar a água se acumula sobre o piso da estrada) e os amortecedores sem falhas (a verificação recomendada é a cada 20.000 quilómetros).

 

Em situação de aquaplanagem, não trave ou vire o volante repentinamente; solte ligeiramente o pedal do acelerador até que o automóvel reduza a velocidade e volte a sentir a estrada.

 

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